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domingo, 17 de dezembro de 2017

Parque das 8 Cachoeiras (terminando as 6 cachoeiras restantes)

Depois da experiência que tive junto as Cachoeiras Gêmeas Gigantes e Quatrilho, em São Francisco de Paula - RS, era hora de voltar e completar as trilhas que levavam as outras 6 cachoeiras restantes.

Peguei estrada (dessa vez sem muitas paradas) e segui direto para a Parque das 8 Cachoeiras, onde iria acampar de sábado (9/12/2017), para o domingo (10/12/2017). O camping é bom, com uma estrutura legal, mas os banheiros ainda deixam muito a desejar.

Montei barraca e logo partir para realizar as duas trilhas que levam as duas cachoeiras mais próximas (nível mais fácil de acordo com a graduação do Parque): Cachoeira do Remanso (nível 1) e Cachoeira Escondida (nível 2). A trilha mais fácil é a que leva até a mais bonita de todas as quedas d’água do local (minha opinião)... a Cachoeira do Remanso é espetacular e parece dividir-se em duas partes, sendo que a última faz uma curva que lhe confere um visual muito particular. Já a trilha que leva a cachoeira escondida há uma diferença enorme na dificuldade, o que faz você questionar a graduação (de um pra dois houve um salto considerável rsss).


Ravina: trilha nível 1... super fácil e rápida. Na minha opinião a mais linda de todas as belíssimas cachoeiras.




Escondia: nível 2 a sua trilha é bem mais difícil que a Ravina nível 1... mas nada que você não possa fazer tranquilamente.


Voltei já escurecendo para a barraca e entre umas 19h já estava desmaiado dormindo. No outro dia acordei as 7 horas e já fui me preparando para completar as demais trilhas. Comecei logo pela mais difícil: Pilões e Ravina.







Trilha que leva a Cachoeira dos Pilões. A água esculpiu as pedras em formato de um crânio (foi a imagem que me pareceu)






Ravina: exótica e de trilha difícil devido as pedras escorregadias e travessia de rio. Possui alguns lances com escada improvisada (uma pessoa com medo de altura ou de pouca idade pode ter dificuldade). Embora a mais difícil entra as 6 é muito mais fácil do que a Gêmeas Gigantes. Das 8 trilhas a que leva as Gêmeas Gigantes é a mais difícil.


A trilha que leva para a Pilões é  nível 4 e também não encontrei maiores complicações (nada como estar muito bem preparado fisicamente)... a queda d’água, assim como as demais, é única e parece ter um rosto esculpido na base de sua queda (eu vi uma caveira)... vale olhar para cima para ter a exata noção de quanto ela é alta, pois parece ser pequena a primeira vista. Se não me engano, da mesma trilha segui para a Ravina e aí sim você encontra uma certa dificuldade, pois é preciso atravessar um rio com água até a virilha... preferi não me arriscar por sobre as pedras que mais pareciam sabão... tirei-a e atravessei o rio a pé.

Quando você alcança a Ravina é possível tirar lindas fotos pois ela tem uma áurea muito diferente e selvagem, fica incrustada entre paredões, uma espécie de fenda ou cânion... mas sempre muito cuidado pois é fácil se acidentar naquele local e se isso acontecer vai ser muito difícil voltar ou o resgate chegar.

Chegou a hora de terminar o passeio e já no início da tarde segui para as outras duas que faltavam (lembram que fiz a Gêmeas Gigantes e Quatrilho na semana anterior? (Clique aqui e confira)... essas duas possuem trilhas bem mais fáceis e pitorescas também. Foi nela que uma cobra-do-bem (uma muçurana) cruzou o meu caminho rapidamente. E também rapidamente terminei essas duas trilhas que faltavam: Cachoeira da Neblina e Ronda.







As trilhas da Neblina e Ronda são muito bonitas, floridas, mas escondem alguns perigos. Toda atenção é  pouca...



Cachoeira Ronda: possibilidade de tirar lindas fotos e local super diferente.



Cachoeira da Neblina...


Na trilha da ronda, ao final da expedição, acabei me acidentando por excesso de confiança. Foi para evitar algumas pessoas que passavam no sentido contrário (as trilhas mais fáceis são bem movimentadas enquanto as mais difíceis você praticamente não encontra ninguém) sai da trilha, seguindo por entre a mata, apenas encostei em um entulho conjunto de metal enferrujado e extremamente cortante... resultado: isso foi o suficiente para ter alguns rasgos na perna. Estanquei o sangue pressionando um pano no local, lavei com água limpa e segui para concluir a trilha.

Ao final foi só retornar, lavar o ferimento com álcool (não tive maiores problemas, não deu infecção nem nada mais sério) e retornar.

Por que o Parque das 8 Cachoeiras foi uma experiência única?

Se pensarmos que aqui no RS existem ótimos campos escolas de escalada (vias de fácil acesso, mapeadas e sinalizadas) e com uma estrutura boa para camping e chalés... podemos dizer que o Parque das 8 Cachoeiras é um campo escola de trilha (hiking, trekking...) pois possui várias trilhas (algumas que não levam a cascatas necessariamente) bem mapeadas, sinalizadas e com dificuldades variadas. As trilhas não são turísticas com escada, corrimão... é pra quem gosta de aventura e dificuldade (rsss). Além disso possui estrutura para camping, chalés e etc... é possível sair de uma trilha e ir para outra com facilidade, depois voltar para a sua barraca ou chalé e partir para uma nova aventura no dia seguinte.

Se você pensa em fazer trilhas muito difíceis e longas, com muita dificuldade e selvagem... o Parque das 8 Cachoeiras pode ser a sua academia. Certamente será a minha...

Abraço e não se assustem com as cobras do local... lembre-se, nós somos os intrusos e elas possuem mais medo de nós do que nós delas.

Até a próxima aventura!!!
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Confira a primeira parte dessa aventura: 
 Cachoeiras Gêmeas Gigantes e Quatrilho

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PS - Na ida não deixem de conhecer a linda cidade de São Francisco de Paula. Tem muita coisa legal e o destaque fica pra uma biblioteca MUITO legal, bem no centro da cidade.
PS - Confira o vídeo dessa aventura:


sábado, 25 de novembro de 2017

Cachoeiras Gêmeas Gigantes e Quatrilho!!!

Hoje vou falar de um roteiro de aventura super radical que fica menos de duas horas de carro de Porto Alegre (PoA), capital do Rio Grande do Sul (RS): O Parque das Oito Cachoeiras.

Situado na cidade de São Francisco de Paula, na serra gaúcha (bem próximo de Gramado) fica o primeiro parque privado que eu conheci que não deixa a desejar a nenhum parque público do país. Com estrutura de ponta, digna dos principais parques nacionais do país, o Parque das Oito Cachoeiras possui uma organização espetacular para quem quer acampar ou mesmo aproveitar o conforto de um chalé, com preços super acessíveis.

Para quem quer fazer um bate-volta e curtir as diversas trilhas e outras atividades do local (tirolesa entre outros) paga-se um valor na entrada (algo em torno de 10 a 20 reais por pessoa). Tem que ficar atento ao horário permitido para realizar as trilhas, que é até as 17:30h.

Bem, saí de PoA cedo e como as estradas aqui do RS são muito boas (a estrada é super linda e com trechos cheios de hortênsias e outras flores no acostamento) a viajem foi bem tranquila. A dica é no caminho parar no Café das Fadas, na cidade de Três Coroas (RS020, parada 178), onde você encontra uma variedade enorme de geleias, pastas e cremes, além de poder saborear um excelente café, em um ambiente super bem arrumado e tudo orgânico... por um preço super justo diga-se de passagem.





Comida espetacular...


...em um ambiente caprichosamente decorado...







...faz do Café das Fadas uma parada obrigatória!!!


Chegando no Parque das Oito Cachoeiras fui logo estacionando o carro, passando repelente (super importante) e seguindo rumo a uma das trilha mais difícieis do parque, que te leva até  a cachoeira Gêmeas Gigantes. A trilha é muito bem sinalizada e há inúmeros avisos sobre o perigo da mesma... recomendada apenas para quem possui experiência e não deve ser feita após  as 12h (comecei a fazê-la as 12:40h e só voltei ao carro as 18:40h, fazendo um retorno super rápido e parando pouco). Na ida fui me divertindo bastante e toda a região possui uma natureza muito rica e exuberante. Como é uma trilha muito pouco freqüentada devido ao seu nível de dificuldade é possível ver diversos insetos e pequenos répteis.





Parque muito bem sinalizado... estrutura de um parque nacional!!!


Bem, essa foi uma das trilhas (se não a mais) mais difíceis que eu fiz devido as inúmeras pedras escorregadias, terreno acidentado, lama e principalmente inúmeros pontos em que é preciso atravessar o rio que corta a região. Nesses trechos não há o que fazer, é confiar na bota e enfiar o pé na água pois é extremamente cansativo e perigoso (pode pisar em espinhos e animais) tirar o calçado para tal objetivo.



Uma vez na trilha, proteja a sua cabeça (essa lagarta pegou carona no meu boné por um longo caminho)...






...e tome muito cuidado onde você coloca a mão e os pés! No Parque há vida em todos os lugares.


Há outras pequenas cachoeiras no caminho que já valem o esforço de tão lindas que são, mas quando você chega na Gêmeas Gigantes é que percebe o que é perfeição. Ela é  linda e como o nome diz... gigante. Esculpida e erguida sobre uma enorme parede de rochas... te faz sentir pequeno diante daquilo tudo.



Pelo caminho você se depara com essas duas cachoeiras lindíssimas...


...mas é na Gêmeas Gigantes que todo o esforço faz sentido!!!


Levei apenas alguns minutos contemplando e o retorno teve que ser logo, pois é muito perigoso (e não é permitido) seguir na escuridão da noite (na mata escurece mais cedo, embora no RS as 20:00h ainda é dia no horário de verão). Na tentativa de voltar rápido levei uma queda (quem pratica trilha já está acostumado) que por muita sorte não foi grave.

Ainda fui conhecer a cachoeira do Quatrilho na volta... outro grande espetáculo!!!



Cachoeira do Quatrilho... perfeita!!!


Agora restam apenas 6 cachoeiras para conhecer nesse parque e pelo o que eu vi há outras trilhas de grande dificuldade também... até a próxima parte dessa aventura!!!

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Leia também a continuação dessa aventura:
 Parque das 8 Cachoeiras (terminando as 6 restantes)
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VÍDEO DA AVENTURA: