segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Aventura radical na Serra Gaúcha 1/3

22 e 23/07/2017

Podemos dizer que no Estado do Rio Grande do Sul há um circuito de aventuras radicais que não muita gente conhece. E o que seria esse circuito? Algumas cidades da região da serra gaúcha possuem roteiros de aventura voltados mais para algumas práticas radicais e ao ar livre como trilhas, arvorismo, camping, escaladas, tirolesas, bungee jump, entre outros. Isso consolida a região com um conceito de turismo de montanha, montanhismo e ou esportes radicais que é pouco comum em um país tropical como o nosso, em que o turismo geralmente está associado ao nosso belíssimo litoral, em um conceito mais praiano.

Não preciso dizer que sempre fui louco para conhecer as atrações que essa região oferece e as férias escolares do meu filho foi o momento exato para isso. Tembém queria mostrar para ele o que há de mais bonito (e radical) no Rio Grande do Sul (mas que ninguém encontra nas agências de turismo. Clique aqui e entenda).

A minha mudança para Porto Alegre (PoA) facilitou muito. A capital gaúcha está perto de tudo que o RS pode oferecer de melhor e sendo assim, bastou alugarmos um carro e seguirmos para o Eco Parque Adventure em Nova Roma do Sul (nosso primeiro destino). 

A viagem é tranqüila, a pista muito boa e fica cerca de 3h de PoA. Chegando lá nos apresentamos na recepção, depois (em outro local) preenchemos uma ficha e recebemos uma comanda com as opções de aventura do parque. Optamos por 3 atividades: tirolesa, bungee jump e pêndulo. Começando por esse último.





Algumas fotos no Parque!

Na tirolesa, após equipado, você é içado por um aparelho até uma torre (altura média de 100 metros), então começa uma contagem regressiva, em que você, preso a uma cadeira, é solto, indo de frente a um penhasco gigantesco por onde pêndula de 3 a 5 vezes aproximadamente. Nesse brinquedo o medo maior é quando você é içado e solto, depois que volta uma vez você ganha confiança no aparelho e o medo vai embora.

Terminado essa aventura fomos para o bungee jump... aí sim amigo as pernas tremem! Você gagueja, as pernas tremem, o desespero chega... nesse parque eles adotam um método de salto para você não dobrar as pernas que é pura agonia (eles pedem para você ir inclinando o corpo devagar para a frente enquanto te seguram pelo cinto... cara... é agoniante você ir inclinando para um precipício lentamente até entrar em queda livre). O que te dá bastante coragem nessa hora é o som alto que toca na rampa de salto.

A experiência é única e a vontade que dá é experimentar todos os bungee jumps do mundo. Sem sombra de dúvida é o carro chefe de qualquer eco parque daqui, coisa difícil de se encontrar nos outros estados do Brasil.



Vídeo da aventura completa dos dois dias de circuito na rota da aventura radical da serra gaúcha


Depois foi a vez da tirolesa... ahhh 1400m de tirolesa divididas em 3 vias... e com a opção Superman (você desce deitado, como se estivesse voando mesmo)... cara... MUITO BOM. O destaque é a última via que você faz sobre um penhasco com uma vista DESLUMBRANTE.

Bem, olhei para o meu filho e vi que eles estava satisfeito com tudo... eu também. Fomos embora super felizes!!!

No dia  seguinte foi a hora de partir para Cambará do Sul conhecer o Cânion Fortaleza, no Parque Nacional da Serra Geral, na divisa com Santa Catarina. Um dos locais mais lindos do RS e que te faz entender a grandeza desse Estado. É também uma das atrações mais divulgadas aqui nesse Estado.

De PoA nada é longe aqui no RS (sim, já falei isso antes)... independente da distância. Há uma estrada chamada Free Way que disponibiliza 4 vias em ambos os sentidos, com velocidade máxima de 110 km/h e faixa exclusiva para ultrapassagem (todos os carros de menor velocidade te dão passagem na faixa mais a esquerda, facilitando a ultrapassagem) e que pode se usar até o acostamento a 70 km/h (pode se transformar em 5 faixas na hora de rush)... coisa de primeiro mundo, inclusive o preço do pedágio rsss

Até Cambará você leva umas 3 horas pela Free Way, passando por lindas paisagens. Chegando no Parque você não paga entrada, passando por uma estrada de chão um pouco difícil e pronto. Depois é só descer do carro e ir curtir as trilhas, que são muitas. Como saímos tarde e estávamos com pressa, fomos direto para o que nos interessava que era o Cânion. Lá tiramos lindas fotos e pudemos deslumbrar o lugar que considero o mais lindo aqui do RS pela sua grandeza.









A dica aí é ir com calma, bastante tempo para se fazer as trilhas, pois há a pedra do segredo e outros atrativos. Não esquecer de levar dinheiro para os pedágios e comprar comida, pois aqui no RS, principalmente no interior. ainda existem muitos estabelecimentos que não aceitam cartão de crédito.

Retornamos loucos para a aventura do último final de semana do meu filho aqui comigo, mas isso fica para o próximo post... abraço e até lá!!!

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Continua: Aventura radical na Serra Gaúcha 2/3

Continua: Aventura radical na Serra Gaúcha 3/3

sábado, 12 de agosto de 2017

Aventura radical na Serra Gaúcha 2/3

29/07/2017

Bem, chegou o último final de semana do meu filho aqui no RS... optamos por fazer o mesmo tipo de roteiro com 2 variações:

1) Cambará do Sul: iríamos visitar o Cânion Itaimbezinho dessa vez, mas antes conheceríamos a praia mais bonita e famosa do RS... Torres. Isso seria no sábado.

2) No domingo iríamos no Eco Parque novamente, mas desta vez seria o Gasper, que fica mais próximo de PoA do que o Adventure de Nova Roma do Sul.

Acordamos mais cedo dessa vez e partimos para Torres... viagem rápida e fácil pela Free Way. Você faz os quase 200 km que separam essas duas cidades em apenas 2 horas... isso sem parar (como fomos parando gastamos quase 3 horas).

Torres é uma das praias mais lindas que já vi. A dica é visitar o Parque da Guarita, cujo o seu aspecto geológico, quando observado do alto, lembra um pouco Fernando de Noronha (pessoal fala que eu viajo muito rsss). Esse parque é realmente lindo e há algumas boas opções de curta caminhada com lindíssimas paisagens. Vale lembrar também as opções de esportes radicais como surf, escalada, rapel, parapente... pelo o que eu vi Torres é a capital da vida saudável aqui do RS. Uma cidade que eu passaria o resto da minha vida facilmente.










Lugar lindíssimo e palco para muitas fotos.


Bem, rodamos bastante por lá, tiramos belíssimas fotos e seguimos para Cambará finalizando o passeio no Cânion Itaimbizinho. 

Nesse ponto erramos o caminho pois o Google Maps passa a impressão que o trajeto é o mesmo que segue para o Cânion Fortaleza, entrando em alguma estrada anterior a esse. Na verdade, para chegar a esse Cânion, o caminho é completamente diferente. Você assume o trajeto ainda na pequena cidade de Cambará do Sul quando passa o primeiro posto de combustível e antes do segundo posto já se depara com a placa indicando que deve seguir a direita. Bem, o caminho possui inúmeras pedras e buracos, mas está longe de ser a pista tenebrosa que outros sites dizem e qualquer motorista com um pouco de experiência consegue fazê-lo com um carro 1.0, mesmo debaixo de chuva.

Lá também há inúmeras opções de trilhas, com vários mirantes para os turistas tirarem fotos. Você encontra uma placa indicando o caminho que deve seguir para conhecer a parte baixa dos Cânions... essa aventura já está nos meus planos ;)










Embora todos digam que o Cânion Fortaleza é mais bonito, eu particularmente apreciei mais o Itaimbizinho.

Depois de inúmeras fotos e boas risadas seguimos para PoA novamente, já na expectativa do dia seguinte, onde nos aventuraríamos no Parque Gasper, encarando o maior bungee jump do Brasil!!!

A descrição do último dia de aventura na Serra Gaúcha fica para o próximo post!!! Abraço e até lá.

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Continue: Aventura radical na Serra Gaúcha 3/3

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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Aventura radical na Serra Gaúcha 3/3

30/07/2017

O último dia de aventuras com o meu filho, aqui no RS, chegou e não poderia ser qualquer aventura... programei para essa data uma visita ao Gasper Eco Parque. Esse Eco Parque além de ser bem próximo de PoA possui como principal atrativo o maior bungee jump do Brasil. A sua plataforma está fixada 150 metros do solo e possui uma queda que pode variar de 40 a 60 metros dependendo do peso da pessoa.

Acordamos cedo e #partiu_Bento_Gonçalves. Claro que erramos o caminho, pois amamos uma aventura he he he, mas a viagem foi tranquila, não encontramos pedágio (que eu me lembro), a estrada é muito boa e o caminho até o Parque é bem sinalizado. O destaque fica para os lindos vinhedos que você encontra pelo caminho.


Parada para apreciar um buffet livre na hora do almoço!!!



O lindo portão de entrada da Cidade de Bento Gonçalves, capital do vinho no RS!!! É tradição por aqui cada cidade ter o seu portão de entrada... esse é um dos mais originais que vi.


Chegando no Parque você paga uma pequena taxa de estacionamento e é orientado a parar o carro no segundo estacionamento (o primeiro eu acho que é para quem quer fazer churrasco ou coisa do tipo) que fica mais próximo as atividades. Há uma cabana de madeira a esquerda que concentra uma parte dos equipamentos e é lá que você "compra" as atividades... optamos por fazer o bungee jump e a trilha com o quadriciclo. 

O destaque ficou para uma Labradora bem gordinha que recepciona os clientes e late por comida rsss.




Estrutura muito boa, segura e organizada!!! Realmente diferenciada.


Fomos para o bungee jump e cara, lá é tudo diferente... fui primeiro e novamente o medo me bateu!!! Lá não tem música alta para te dar coragem mas pelo menos eles te empurram no final de uma contagem regressiva rsss (no outro Eco Parque você tinha que ir inclinando o corpo lentamente para cair). Nesse a queda é bem maior, mas bem maior... dá até para você pensar na vida e aceitar a morte caso o equipamento falhe rsss... mas ele não falha e inesperadamente você é puxado para cima e foi apenas nessa hora que eu relaxei e curti o momento. 



E nós pulamos... Uhuuuu!!!


Como a coisa toda acontece em um penhasco, enquanto desce a corda que irá te puxar de volta, é possível escutar o barulho forte do vento e isso é algo assustador quando você está preso apenas pelos pés. Agoniante... mas pularia mais 1000 vezes e ainda iria querer mais.

Bem, depois foi a vez do meu filho, vi que ele ficou bem assustado e depois que acabou ele comentou que a queda foi bem longa e com tempo de se pensar muito sobre tudo aquilo que estava acontecendo rsss...


Mikael após o salto!!!


Terminado o bungee jump, fomos para o quadriciclo. Nessa hora fomos avisados que teríamos que fazer um teste de aptidão para essa atividade (o meu filho disse que já nasceu apto para pilotar isso rsss). Fomos informados também que essa atividade era a mais perigosa do Parque (quem pensou que fosse o bungee jump se enganou) e realmente o quadriciclo é difícil de controlar no começo, mas logo você pega o jeito.

Feito o teste e aprovados, partiu trilha... e que trilha. É muito, mas muito legal mesmo!!! Você encara uns trechos bem difíceis e em alguns momentos eu achei que iria tombar (não poderia dar essa oportunidade do meu filho me zoar eternamente né).






Super divertido... certamente o meu filho (e eu também) adorou.


Ao final de tudo, estávamos já cansados e pedindo cama. Satisfeitíssimos com tudo aquilo que vivemos naquele dia. A trilha com quadriciclo é tão legal que ela te deixa dúvidas se é ou não melhor do que o bungee jump rsss. 

Bem, foi isso. O RS possui um circuito muito interessante de aventuras radicais, ainda desconhecido nas outras regiões do Brasil. Destas aventuras o destaque fica para:

1) Os bungee jumps. O do Parque Gasper é mais bonito e bem maior, já o do Adventure dá a sensação que você vai bater a cabeça nas pedras pois termina mais próximo do solo... ambos dão medo e adrenalina.

2) O Parque Gasper possui uns funcionários mais sintonizados com o clima de um Eco Parque. São mais sorridentes, atenciosos e realmente parecem gostar de trabalhar ali (eu também gostaria rsss).

3) A tirolesa do Adventure Eco Parque eu acredito não ter igual no Brasil pois ela te dá a opção de descer deitado (Superman), sem falar que ela é muito grande e cada etapa (são 3) proporciona paisagens completamente diferentes e todas lindas.

4) O passeio de quadriciclo do Gasper vale muito o valor cobrado. É muito divertido e a trilha é bem interessante.

5) Cambará... se não é o local mais lindo do RS é um dos mais. Ainda vou lá fazer a trilha por dentro dos Cânions!!! Quem tiver tempo pode reservar uns 7 dias para explorar bem essa região.

Um abraço a todos e até a nossa próxima aventura...

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sábado, 15 de julho de 2017

Segurança na Escalada. Você se preocupa o bastante?

Quando recebi o convite do Blog Amigo da Montanha para escrever sobre segurança na escalada, pensei sobre a amplitude desse assunto e logo surgiu o questionamento de qual procedimento deveria falar. Depois de algum tempo e de algumas ponderações, concluí ser mais eficiente, inicialmente, escrever de uma forma mais introdutiva e em momento posterior aprofundar-me em um assunto específico. Nesse sentido, lembrei uma frase que sempre digo: Subir paredes até cabrito sobe. Uso essa frase como trocadilho,  pois há muitos escaladores que acham que a escalada é só  cadenar vias, e não dão a mínima para as técnicas de segurança.


Escaladores já em segurança presos pela "solteira" em um parada (foto da web).


Nesses anos de escaladas aprendi a identificar supostos candidatos a acidentes, principalmente nos campos escolas. A técnica que uso para identificar esses escaladores é bem simples. Quando numa mesma cordada, vejo o jogo dos 7 erros, que divido da seguinte maneira: até 3 erros na mesma cordada eles tem um chance mínima de acidente, mas quando na mesmo cordada percebo mais de 3 erros esse grupo certamente terá problemas.

Os “erros”mais comuns que observo nos campos escolas e em escaladas de múltipla enfiadas são: não fazer o duplo check-in, seg com gri-gri errado,  mosquetão que liga o gri-gri ou ATC a cadeirinha não conectado ao local correto, não colocar as expressas viradas para o lado certo, não colocar expressas longas abaixo de tetos, fazer top rope com duas expressas na parada, não fazer um nó na ponta da corda, indiferentemente se tens o prévio conhecimento de que a corda vai chegar ao chão,  não fazer o rappel seguro sempre, entre muitos outros, infelizmente, corriqueiros erros.

Sabendo que todo acidente e incidentes são decorrente de uma sucessão de erros, faço essa tabela do jogo dos 7 erros. Mas acredito que o pior é você escutar de um escalador: eu faço assim (errado) e nunca deu nada. 



Treinamento de técnicas de segurança em escalada (foto da web).


Talvez você esteja pensado, porque fazer um no na ponta da corda mesmo sabendo que ela vai chegar no chão? E fazer o prusik para rapelar sempre? Simples, quando você faz alguma coisa sempre, esse movimento fica automático,  isso se chama memória muscular.  Dessa forma, quando você estiver em uma escalada de mais comprometimento, onde você vai rapelar a noite com chuva, cansado, depois de 10 horas de atividade, por exemplo, esses procedimentos vão ser feitos automaticamente, de modo que não serão esquecidos. Em relação a estes erros comuns, mais adiante, retornarei a falar sobre memória muscular .

Entretanto, é fundamental pontuar que para se evitar acidentes na escalada a melhor estratégia é a prevenção. Esta deve ser feita através de cursos básicos de escaladas e de reciclagens.  Nesses anos que estou no esporte, percebi que poucos escaladores tem um curso de escaladas, pois aprenderam com um amigo que aprendeu com outro amigo. Desse  jeito, temos outro jogo além do mencionado jogo dos sete erros, o telefone sem fio ao qual  informação transmitida sempre chega distorcida no final. 


Tope rope para treinamento de técnicas de segurança e aderência (foto da web).


O essencial é depois de um curso básico de escalada fazer um curso de resgate, auto resgate em escalada e por último um curso de primeiros socorros em áreas remotas. Lembra da referida memória muscular?  Então, as técnicas de segurança de escalada você vai praticar todos os finais de semanas quando for escalar, mas e as técnicas de auto resgate, resgate e os procedimentos de primeiros socorros? Em relação a isto, nota-se  então a necessidade de junto ao seu parceiro de escalada  deixar aquele projeto de lado um pouco, esquecer  aquela cadena e ir treinar um dia somente as técnicas de resgate, auto resgate e junto os procedimentos de primeiros socorros. 

Tal dia reservado para esse treinamento mostra-se necessário, em situação real, podendo, por exemplo, ser em noite chuvosa com seu parceiro na parede em estado grave. Você não vai lembrar de nada, caso só tenha visto essas técnicas no dia do curso que você fez já faz dois anos. Portanto, ressalto a importância de três em três meses reservar um dia para treinar esses procedimentos.

Lembre-se, subir parede até cabrito sobe, mas eles não precisam fazer um nó e muito menos saber as técnicas de resgate.

Boa escaladas a todos com segurança e bons ventos!

Fabiano Santos.
Fabiano escala por mais de 20 anos, já tendo frequentando vias em diversos estados do Brasil, Argentina e Chile. É formado em educação física e além de montanhista também dá aulas de judô na Grande Porto Alegre - RS.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Trekking na Cascata da Forqueta e Garapiá 1/2

Semana do meu aniversário e feriado de Corpus Christi, decidi programar um trekking alucinante de 4 dias (2 dias para ir e voltar e 2 para exploração) pois já havia agendado para terça inúmeros compromissos.

O lugar que hoje mais desejo conhecer no RS é o Parque Nacional da Serra Geral, particularmente a parte dos Cânions de Cambará do Sul, mas para realizar essa aventura de forma plena será necessário no mínimo 7 dias (explorando a parte superior e inferior). Com esse problema em mãos fiquei pensando qual seria o lugar que substituiria a altura Cambará... foi então que na área de trabalho do meu laptop encontrei a pasta Maquiné, em que já havia tudo planejado para as Cascatas da Forqueta e Garapiá (fiz esse projeto quando ainda residia na cidade de Rio Grande).




Programação inicial feito ainda quando eu morava em Rio Grande.

Roteiro perfeito para ser feito em 4 dias com folga e com um visual deslumbrante, ele voltou a pauta. Liguei para a pousada Baite Bella Luna e fui informado que havia disponibilidade de acampar na data que eu precisaria. Também fui informado pela simpática proprietária, Kika Host, de que o único ônibus que vai de Porto Alegre para Maquiné sai às 14h (muito bom quando o local que você irá ficar lhe passa todas essas informações, mesmo sem você pedir. Demonstram atenção e cuidado com o cliente).

Arrumei a mochila de véspera e no dia seguinte, as 6:30h, estava na rodoviária de Dom Feliciano (estava nessa cidade na ocasião) partindo para PoA. Cheguei em PoA as 10h, almocei pela rodoviária e esperei até as 14h (único horário) para embarcar no ônibus para Barra do Ouro. De PoA até lá são menos de 3h de viagem e descendo no ponto final desse pequeno distrito a caminhada começa até o camping. Ao telefone havia sido informado que eram cerca de 2h de caminhada, mas fiz os 6,21 km em 1:08h.



Caminhada inicial de 1:08h (6,21 km) do ponto final de Barra do Ouro até o camping Baite Bella Luna.


Caminho muito bem sinalizado!!!


Metade do caminho!!!


Cheguei no camping pouco antes das 18h e por ser baixa temporada a área de camping era toda minha. Escolhi um ótimo lugar para montar a barraca, conversei um pouco com os proprietários e hóspedes dos chalés, comi alguma coisa e fui dormir.





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Assista o vídeo dessa aventura:


Trekking na Cascata da Forqueta e Garapiá 2/2

Acordei as 6h do dia seguinte com o sol literalmente batendo na entrada da minha barraca. Arrumei-me, comi e segui sentido Cascata da Forqueta. Fiz o trajeto de 5,91 km do camping até a entrada da trilha da Forqueta em 2:10h. 



Daí você precisa atravessar o rio e entra na área de preservação, que dá uma trilha tenebrosa até a queda d’água. Fiz esse caminho em 22:56 minutos. 


Informação da trilha que leva para a Cascata da Forqueta.


A Cascata da Forqueta é menos freqüentada por ter o acesso mais difícil. O caminho além de mais demorado, possui alguns trechos em que você precisa atravessar o Rio Forqueta ou se aventurar por pequenas pontes de madeira que não são muito confiáveis. Essa cascata possui 70 metros de queda, piscina rasa, as pedras do paredão ao fundo são de tonalidade escura, há muitas rochas com lodo e o chão é muito liso (risco de queda iminente). Todo o seu entorno é na verdade uma fenda e o caminho que leva até a cascata, além de um pouco perigoso (exige um pouco de atenção) é EXTREMAMENTE LINDO!!! 





Caminho para a Cascata da Forqueta.

Sim, essa cascata tem uma energia toda mística, meio de outro mundo... diria que se você colocar a Cascata do Chuvisqueiro e Andorinhas (ver trekking Andorinhas eChuvisqueiro), em um liquidificador sai a Cascata da Forqueta. Achei ela uma mistura dessas duas.

Posteriormente fiquei sabendo que muitas pessoas já se acidentaram nesse caminho, mas hoje ela está "tranquila" (dizem que melhorou as condições da trilha e sinalização)... só seguir com muita calma e atenção.





Chegando nela é curtir e tirar muitas fotos.

Quis fazer a Cascata do Garapiá no mesmo dia e para isso tive que voltar todo o caminho que fiz até a Forqueta, para um pouco antes do seu fim seguir pela estrada de chão que dá para o Garapiá. Nesse ponto (início da estrada do Garapiá até a cascata) gastei 55:22 minutos. 


Tempo para chegar no Garapiá.


A Cascata do Garapiá é uma badalação só no verão. Possui fácil acesso e uma trilha bem sinalizada. Ela possui uma queda pequena, com uma piscina funda e parece que foi esculpida naquele local, de tão perfeita (parece um quadro). Tirei inúmeras fotos, fiz muitas filmagens e foi hora de partir. Foi lá que destaco um ponto negativo que muito me incomoda: a questão da consciência ambiental. 




Quando lá cheguei haviam 4 casais sendo que dois deles estavam consumindo cerveja (long neck) e jogando casca de bergamota (mixirica para nós que somos dos Sudeste) no rio. Vamos por partes:

- Se uma long neck daquela cai certamente irá quebrar nas pedras e produzir INÚMEROS pequenos fragmentos de vidros... esses fragmentos irão ficar lá podendo cortar alguém e poluindo o ambiente por muito tempo.

- Não é porque casca de bergamota é biodegradável que você irá atirá-la no Rio, sujando o mesmo. Já pensou se todo visitante decidir comer bergamota lá e jogar a casca no Rio... adeus lugar lindo e maravilhoso.

Em outro post eu já insisti nessa questão do impacto ambiental e acredito que todo leito de rio ou local de cascata deve ter a sua utilização muito monitorada.

Já muito cansado, peguei o caminho de volta para o camping. No caminho conversei com alguns nativos buscando informação de como chegar ao topo dos cânions de lá, mas fui desencorajado a fazê-lo no dia seguinte devido ao perigo (mata muito fechada e com muitas abelhas, cobras e etc). Claro que já peguei o contato de quem pode me guiar nessa aventura.

No mais é isso aí... ótimo roteiro para se fazer tanto sozinho quanto acompanhado. Acompanhado é certeza de um bom lazer, sozinho é um lugar perfeito para acertar os pensamentos e encontrar consigo mesmo.


Abraço a todos e até a próxima aventura!!!

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Assista o vídeo dessa aventura: